quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Você não é nada mais do que um produto do marketing, acredite!

Apesar de muito discutida pelos intelectuais, existe uma afirmação que diz que todos somos resultado do meio em que vivemos. Atualmente, ao menos que você more em uma tribo isolada da Africa ou da Amazônia, ou entre os beduínos no deserto do oriente médio, você está a cada segundo recebendo estímulos de marketing.  

Tudo o que somos ou o que fazemos foi decidido por alguém antes de nós. O que comemos, o que vestimos, o que assistimos na tv, qual a rede social que utilizamos, e até mesmo nossas opiniões sobre política, religião, família ou sociedade, tudo foi previamente decidido por alguém.

A roupa que você está vestindo agora, não foi você que criou, você apenas escolheu entre as opções que estão no mercado. Mesmo que você seja um estilista ou uma costureira, com certeza se baseou nos padrões já existentes para criar o que está vestindo.

Sua religião, também não foi opção sua. Se você tivesse nascido no Tibet, no Afeganistão, ou em uma tribo africana, com certeza acreditaria em outras coisas. Você só segue a religião que acredita, por que alguém influenciou você. Não importa se foram seus pais, seus amigos, um programa de tv ou a sociedade onde você vive, a decisão não foi sua, você apenas com o tempo passou a acreditar que foi você que decidiu. Podemos afirmar com convicção de que tudo aconteceu graças a uma forte estratégia de marketing religioso.

Se você é um vegan (Pessoas que não consomem nem utilizam qualquer alimento ou produto derivado de animais), saiba que não foi você que decidiu isso, até por que não foi você que inventou o veganismo. Alguém com bons argumentos o convenceu de que era o caminho certo a seguir, e isso meu amigo, é marketing.

O Marketing Político influência diretamente qual será o candidato eleito. Também define suas opiniões e pode até mesmo mudar o destino de toda uma sociedade. Lembre por exemplo da propaganda nazista e da propaganda comunista, que conseguiram mobilizar milhões de pessoas em prol dos delírios de alguns ditadores, e que são copiadas até hoje pela propaganda liberalista norte americana, que dita o que devemos ser e no que devemos acreditar, moldando nossos valores e nossos sonhos.

As vezes chego a pensar que o marketing é algo acima do bem e do mal. As vezes Divino, as vezes Diabólico. Inspirador, porém manipulador. Pode ser usada para o bem, ou para o mal, depende de quem usa e de como usa.

Enfim, eu poderia ficar horas aqui divagando sobre o assunto, mas acho que vou parar por aqui, abrir uma garrafa de vinho, e continuar a filosofar sozinho, pois daqui a pouco começa 2012, e eu voltarei a realidade, como apenas mais um servo e ao mesmo tempo produto do marketing.

 

Por Olimpio Araujo Junior - www.gestordemarketing.com

On ou OFF. De que lado você está?

 

Um vídeo de Deivison Pedroza que, certamente, vale o play e, principalmente, a reflexão.

Atualmente, estamos cultivando uma cultura onde o 'chegar primeiro' virou mais importante do que 'chegarmos juntos'. De fato, já estamos nos viciando na substituição do diálogo e de necessárias ações pelo simples, cômodo e, nem um pouco eficaz, ensaio. Estamos compartilhando individualidade ao invés de solidariedade. Criando, sustentando e vivendo um mundo virtual, onde tudo é líquido e extremamente descartável. Existem exceções e, claro que ninguém consegue se rotular como vítima dessa nova era, mas, até onde tudo isso pode, e deve, ser considerado como parte da nossa evolução?

Quais novos valores estamos cultivando e, em larga escala, quais benéficas mudanças tudo isso tem proporcionado ao mundo? Estamos nos conectando apenas a internet e, infelizmente, estamos devorando este frio e, comercial dinamismo que nos é concedido neste mundo que não existe. Buscamos um equilíbrio diante deste novo cenário ou temos apenas nos adaptado a esta nova inércia?

Consumimos tecnologia como se fosse conteúdo e relacionamentos. Seguindo esta proposta 'evolução', como se isso fosse uma parte de nossa 'nova humanização'.


'ON' ou 'OFF'? De que lado você vive? De que lado você quer viver?

terça-feira, 26 de junho de 2012

A cor e seus significados culturais

Cada cultura tem seu próprio significado para as cores. É dever do designer cuidar para que as cores não sejam mal interpretadas pela cultura local dela. Aprenda aqui os significados de cada cor nas diferentes culturas.

Entender as cores pode ser um desafio complicado e muitas cores podem ter significados contraditórios – especialmente no ocidente, onde o significado das cores pode ser vasto. Quando trabalhar com cores, lembre-se de pensar sobre o contexto e como as cores com outros elementos como textos e fotos.

Vamos analisar a matiz basica do arco-íris e os significados diferentes das cores nas culturas diversas.

Vermelho

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): Vermelho é a cor da paixão, da empolgação. Ele possui associações negativas e positivas – perigo, amor e empolgação e é usado em conexão com o bloco do leste, representando o comunismo. Vermelho é também associado com o poder e tem alguns significados religiosos quando é usado em conjunto com o verde para representar o natal.

Culturas orientais e asiáticas: Lá, a cor vermelha é associada com felicidade, alegria e celebração. É uma cor frequentemente associada com restaurantes chineses no ocidente, por causa da associação com sorte e felicidade. Especialmente na Índia, a cor é relacionada com a pureza e no Japão é associada com a vida, mas também raiva ou perigo.

América Latina: No México e outros países latinos, o vermelho é a cor da religião quando usada em conjunto com o branco.

Oriente Médio: Vermelho invoca sentimentos de perigo e cuidado. Alguns consideram a cor como maligna

Em todo o mundo: A cor é usada durante o Ano Novo Chinês para trazer sorte, boa fortuna e prosperidade.

Laranja

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): O laranja é a cor da colheita e outono. Nos Estados Unidos, por exemplo, a cor significa o início do outono que começa em setembro, junto com o início das aulas. É associado com o calor e frutas cítricas. Na Holanda, o laranja é a cor nacional e é associada com a realeza.

Culturas orientais e asiáticas: A matiz, especialmente o açafrão (um laranja amarelado igual a cor da planta) é sagrada na cultura indiana. No Japão, o laranja é símbolo de coragem e amor.

América Latina: O laranja é o ensolarado; também é associado com a terra em alguns países por causa da cor laranja-avermelhada do solo.

Oriente Médio: Laranja é associado com lamentação e perda.

Em todo o mundo: Essa cor pode ter associações religiosas; é a cor da gula na Cristandade.

Amarelo

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): A natureza alegre do amarelo é predominante na maioria dos países ocidentais. É associada com o calor (do Sol), verão e hospitalidade. Especialmente nos Estados Unidos a cor é associada com transporte (no Brasil também – veja as cores do Correio). Táxis e ônibus escolares são amarelos, assim como muitos tipos de sinalização de rua. A empresa de fabricação de chá, Lipton, por exemplo, usa o amarelo mundialmente no mercado, mas existem mudanças no material de marketing quando analisamos os sites dos diferentes países. Na Alemanha, o amarelo é associado com a inveja (que é verde nas outras culturas ocidentais).

Culturas orientais e asiáticas: Membros das classes reais em poder geralmente usam essa matiz e a cor é considerada sacra e imperial. No Japão, essa definição é expandida para incluir coragem (que é algo esperado de um imperador) e é a cor do comércio na Índia.

América Latina: O amarelo é associado com a morte e lamentação em muitos países latinos.

Oriente Médio: No Egito, o amarelo é associado com a lamentação (como na América Latina) e em outros lugares é relacionado com a felicidade e prosperidade. As associações são relacionadas com aquelas dos países ocidentais.

Em todo o mundo: Em muitos países africanos, apenas pessoas com um alto grau na sociedade podem usar amarelo. As variações douradas são universalmente associadas com dinheiro, qualidade e sucesso na maioria das culturas do mundo.

Azul

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): É a cor mais popular para logos de bancos por que representa confiança e autoridade. A cor é máscula e é usada para representar o nascimento de um menino. O azul também é acalmante, reconfortante e calmo embora possa ser associada com depressão ou tristeza.

Culturas orientais e asiáticas: A matiz é sempre associada com a imortalidade. Na cultura indiana, azul é a cor de Krishna – uma figura central no hinduismo e um dos deuses hindus mais populares. Muitos times indianos usam a cor como símbolo de força. Ao contrário dos E.U.A., onde o azul é associado com homens, é considerada uma cor feminina na China.

América Latina: Por causa do alto número de católicos na América Central e do Sul, o azul é geralmente associado com religião por causa da veste ou lenço da Virgem Maria. No mais, o azul pode causar tristeza por ser associada com lamentação. É também a cor da serenidade no México, e é a cor de sabonete na Colômbia.

Oriente Médio: Azul é segurança e proteção. É também associada com o Paraíso, espiritualidade e imortalidade.

Em todo o mundo: Na Tailândia, o azul é associado com a sexta-feira. Azul é geralmente considerada como uma cor positiva e segura para um público global. Skype, a empresa de VOIP, usa o azul em todos seus produtos no mundo.

Verde

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): Verde é a cor dos irlandeses e representa boa sorte em boa parte do mundo ocidental. O verde também é relacionada com a natureza, o meio ambiente e causas ambientais. A cor é também associada com o progresso – verde significa “vá” – mas também pode representar inveja.

Culturas orientais e asiáticas: Como no ocidente, o verde é a cor da natureza e vida nova. Também representa fertlidade e juventude. No entanto, também tem conotações negativas: verde é a cor do exorcismo e infidelidade; na China, usar um chapéu verde é associada com a traição.

América Latina: Em muitas culturas latinas e sul americanas, verde é a cor da morte.

Oriente Médio: Para a maioria dos países do Oriente Médio, o verde é associado com o verde do Islamismo. Representa, fertilidade, sorte e riqueza.

Em todo o mundo: Nos Estados Unidos, o verde é a cor do dinheiro e é vista como a cor da inveja. O verde-oliva é a cor de quase todos os exércitos ativos do mundo.

Roxo

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): Roxo é a cor da realeza e geralmente é usada nos casacos e vestes de reis e rainhas nos filmes modernos. É associada com riqueza e fama. Também é símbolo do modernismo e progresso. Especialmente nos Estados Unidos, é a cor da honra; a maior honra militar é o Coração Roxo (“Purple Heart”).

Culturas orientais e asiáticas: A cor é a cor de riqueza e nobreza no oriente. Com exceção da Tailândia, onde o roxo representa a lamentação, onde a viúva usa a cor depois da morte de seu marido.

América Latina: A amargura é relacionada com o roxo em países da América do Sul como no Brasil, onde o roxo é a cor da morte.

Oriente Médio: Riqueza e roxo são sinônimos aqui. No Egito, a definição de roxo inclui a virtude.

Em todo o mundo: Uma versão mais clara, o ametista, é considerada sagrada para Buddha e rosários são feitos destas pedras no Tibete

Rosa

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): Rosa é uma cor feminina. Também representa a doçura, infância e diversão.

Culturas orientais e asiáticas: A cor também é considerada como feminina no oriente, além de significar casamento. No entanto, na Coréia a cor é associada com confiança. Por muitos anos, os chineses não reconheciam a cor; ela foi trazida para a cultura devido a influência crescente do ocidente.

América Latina: Rosa é usada bastante em prédios, assim como uma associação com a arquitetura.

Oriente Médio: Essa cor não tem nenhum significado importante nas culturas do Oriente Médio.

Em todo o mundo: Prisões no mundo todo estão pintando as celas em rosa para reduzir problemas comportamentais, pois a cor estimula a mente e ao mesmo tempo, acalma.

Marrom

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): O marrom é térreo mas pode ser associado com saúde ou esterilidade. Nos Estados Unidos é a cor mais usada para empacotamento (pense nas embalagens das empresas de transporte) e recipientes de comida. Marrom é estável, seguro e integral, pois associação é feita da cor de grãos.

Culturas orientais e asiáticas: A cor mais comum é de lamentação. Nos horóscopos chineses, o marrom é usado para representar a terra.

América Latina: Ao contrário da América do Norte, a cor tem o efeito oposto da América do Sul. O marrom atrapalha vendas na Colômbia e é sinal de desaprovação na Nicarágua.

Oriente Médio: Marrom é harmônico com a terra e conforto.

Em todo o mundo: O significado do marrom é frequentemente chamado de não-cor por causa das suas tendências neutras e apelo geral no design.

Preto

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): Preto é a cor do fim, morte, formalidade e lamentação nas culturas da América do Norte e Européias. Também pode ser considerada como poderosa e forte e pode implicar controle ou força.

Culturas orientais e asiáticas: A cor pode ser conectada a masculinidade e é a cor de meninos na China. Também representa riqueza, saúde e prosperidade. No entanto, na Tailândia e no Tibete, o preto é associado com o mal.

América Latina: Culturas latinas também associam essa cor (ou, falando corretamente, tom) com a masculinidade e é a preferida para roupas masculinas. É relacionada também com lamentação.

Oriente Médio: Preto possui significados simbióticos porém contrastantes nesta cultura – representa o nascimento e a morte. O mal e o mistério também é associado ao preto.

Em todo o mundo: A cor é associada com magia e o desconhecido em quase todas as culturas.

Branco

Culturas ocidentais (América do Norte e Europa): Branco é a cor da pureza e paz. É usado em casamentos (veja os vestidos de noiva). Branco é limpo e estéril e é usado para representar hospitais e até santidade. No entanto, na Itália o branco é usado para funerais e tradicionalmente crisântemos brancos são colocados nos túmulos.

Culturas orientais e asiáticas: Branco é a cor da morte no oriente. É usado em funerais e representa a esterilidade, lamentação, tristeza e azar.

América Latina: É similar as associações da América do Norte e é conectada a pureza e paz.

Oriente Médio: Pureza e lamentação são associadas ao branco. No Irã, por exemplo, essa definição inclui santidade e paz e no Egito, usar branco é símbolo de um alto ranking.

Em todo o mundo: A bandeira branca é um símbolo universal de trégua.

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Baseado em “Color and Cultural Design Considerations” – traduzido e adaptado por Canha